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Rio das Ostras Pesquisa da UFRJ

Televisão e redes sociais lideram consumo de informação em Rio das Ostras, aponta pesquisa da UFRJ

Estudo identifica os canais que mais aproximam a população e pode orientar campanhas de saúde, educação e meio ambiente no município

01/07/2026 às 16h27 Atualizada em 02/07/2026 às 00h12
Por: Redação
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Pesquisa identificou as redes sociais e a televisão como os principais meios de informação. Foto: Divulgação
Pesquisa identificou as redes sociais e a televisão como os principais meios de informação. Foto: Divulgação

O sucesso de uma campanha pública depende não apenas da qualidade da mensagem, mas também dos canais utilizados para levá-la até a população. É o que revela um estudo realizado em Rio das Ostras, que identificou as redes sociais e a televisão como os principais meios de informação utilizados pelos moradores, além de destacar a importância das lideranças comunitárias e de formas tradicionais de comunicação para mobilizar a população em ações de interesse coletivo.

A pesquisa, intitulada "Disseminação da Educação Oceânica usando diferentes estratégias de comunicação em massa", foi publicada na edição de 2026 da Revista de Ensino de Biologia da SBEnBio e apresenta um modelo que pode ser adaptado para diferentes municípios e políticas públicas.

O estudo foi desenvolvido por pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e ouviu moradores das áreas urbana, rural e periférica de Rio das Ostras para compreender como a população acessa informações e quais canais apresentam maior efetividade na divulgação de ações de educação ambiental.

Redes sociais e televisão lideram

Os resultados apontam que as redes sociais ocupam o primeiro lugar entre as principais fontes de informação da população, seguidas pela televisão. Apesar da expansão das plataformas digitais, os pesquisadores destacam que os meios tradicionais continuam exercendo forte influência e permanecem essenciais para alcançar diferentes públicos.

Outro dado relevante é que, em diversas comunidades, estratégias simples de comunicação mostraram grande eficiência. Cartazes, grupos de WhatsApp, carros de som e, principalmente, o envolvimento de lideranças comunitárias foram determinantes para ampliar a participação dos moradores nas atividades de educação oceânica desenvolvidas durante a pesquisa.

Ciência conectada à realidade local

O trabalho é assinado pelo jornalista Bruno Pirozi, mestre pelo Programa de Pós-Graduação em Ambiente, Sociedade e Desenvolvimento da UFRJ; pelo professor Vinícius Albano Araújo, docente da UFRJ no Nupem – Núcleo em Ecologia e Desenvolvimento Socioambiental de Macaé e coordenador do Programa de Pós-Graduação em Ambiente, Sociedade e Desenvolvimento; além das pesquisadoras Juliana Loureiro Almeida Campos e Amanda Soares Miranda.

Para Vinícius Albano Araújo, compreender os hábitos de consumo de informação da população é essencial para tornar mais eficientes as ações desenvolvidas pelo poder público e por instituições da sociedade.

"Uma campanha só alcança seu objetivo quando a informação chega às pessoas da maneira correta. A pesquisa mostra que conhecer os hábitos de comunicação de cada comunidade permite construir estratégias mais eficientes, aumentando a participação da população e fortalecendo ações voltadas à educação, ao meio ambiente e à cidadania."

Já Bruno Pirozi explica que o estudo nasceu da necessidade de aproximar a produção científica da realidade vivida pelos moradores de Rio das Ostras.

"Queríamos entender como as pessoas realmente recebem as informações no dia a dia. Descobrimos que as redes sociais são fundamentais, mas a televisão continua ocupando um espaço muito importante na rotina da população. Também percebemos que a comunicação ganha muito mais força quando dialoga com a realidade local e envolve lideranças comunitárias, que conhecem de perto as necessidades de cada território."

Projeto avaliou estratégias na prática

Além de mapear os hábitos de consumo de informação, os pesquisadores colocaram em prática um plano de comunicação para divulgar oficinas do Projeto Iurukuá de Educação Oceânica e Conservação das Tartarugas Marinhas. A iniciativa permitiu avaliar, na prática, quais estratégias despertavam maior interesse da população e incentivavam a participação nas atividades.

Segundo o estudo, outro fator influencia diretamente o engajamento comunitário: o sentimento de pertencimento. Nas localidades onde os moradores demonstraram maior vínculo com a comunidade e onde havia participação ativa das lideranças locais, a adesão às ações ambientais foi significativamente superior.

Na avaliação dos autores, os resultados da pesquisa podem contribuir para o planejamento de campanhas educativas, programas de saúde, projetos ambientais e outras iniciativas de interesse público desenvolvidas por órgãos governamentais, universidades, escolas e organizações da sociedade civil.

A pesquisa reforça que conhecer os hábitos de comunicação da população é um passo estratégico para ampliar o alcance das políticas públicas, fortalecer a participação social e tornar mais eficazes as ações voltadas ao desenvolvimento sustentável e à qualidade de vida da comunidade.

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