Polícia Rio das Ostras
Foragido por feminicídio de jovem encontrada em geladeira em Rio das Ostras é preso no Paraná
Após quase dez meses de fuga, Renan de Lorena Rem de Jesus foi localizado em Foz do Iguaçu utilizando identidade falsa. Segundo a Polícia Civil, ele confessou o crime e será transferido para o Rio de Janeiro para responder ao processo.
23/07/2026 15h00 Atualizada há 5 dias
Por: Redação
Renan de Lorena Rem de Jesus foi preso em Foz do Iguaçu (PR) após quase dez meses foragido. Ele é investigado pelo feminicídio de Thaíssa Lino de Souza, de 22 anos, ocorrido em Rio das Ostras. Foto: Reprodução

Rio das Ostras / Foz do Iguaçu (PR) – Após quase dez meses de buscas, a Polícia Civil prendeu, na terça-feira (21), Renan de Lorena Rem de Jesus, de 32 anos, investigado pelo feminicídio de sua companheira, Thaíssa Lino de Souza, de 22 anos. O crime, ocorrido em setembro de 2025, chocou Rio das Ostras, na Região dos Lagos do Rio de Janeiro, após o corpo da jovem ser encontrado escondido dentro de uma geladeira na residência onde o casal morava.

Renan era considerado foragido da Justiça desde o crime. De acordo com a Polícia Civil do Paraná, ele foi localizado em um quarto alugado no bairro Lagoa Dourada, em Foz do Iguaçu, onde vivia utilizando identidade falsa para tentar escapar das autoridades.

A prisão foi resultado de uma ação integrada entre a Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro, o Grupo Tático Integrado de Grupos de Repressão Especial (TIGRE), da Polícia Civil do Paraná, e equipes da Divisão Estadual de Narcóticos (DENARC-PR). Os policiais monitoraram o imóvel por aproximadamente dois dias antes de realizar a abordagem.

Ao ser localizado, o suspeito apresentou inicialmente um nome falso. Após ser confrontado pelos agentes, admitiu sua verdadeira identidade e confirmou ser a pessoa procurada pela Justiça fluminense. Segundo informações divulgadas pela Polícia Civil, durante o interrogatório ele também confessou a autoria do feminicídio.

Durante a operação, os policiais não encontraram armas, drogas ou qualquer outro material ilícito no imóvel. Renan também não ofereceu resistência no momento da prisão.

Em depoimento, ele afirmou que conseguiu sobreviver durante o período em que permaneceu foragido pedindo dinheiro nas ruas, realizando pequenos serviços e trabalhando como servente de pedreiro. Ainda segundo a investigação, o proprietário do imóvel alugava o quarto de boa-fé e desconhecia que o inquilino era procurado pela Justiça.

De acordo com as investigações, Renan confessou que matou Thaíssa por enforcamento durante uma discussão. Após o crime, colocou o corpo da jovem dentro de uma geladeira na residência do casal.

Thaíssa Lino de Souza desapareceu em 30 de agosto de 2025. O corpo foi encontrado no dia 3 de setembro, pelo padrasto da vítima, na casa onde ela vivia com o investigado, em Rio das Ostras.

As investigações apontam que o relacionamento do casal, que durou cerca de cinco anos, já havia sido marcado por episódios de violência. Conforme apurado pela Polícia Civil, existiam relatos de brigas frequentes e denúncias de cárcere privado quando ambos residiam em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense.

Após a prisão, Renan foi encaminhado para a sede da DENARC, em Foz do Iguaçu, e posteriormente levado à cadeia pública local. A Polícia Civil informou que ele será transferido para o Estado do Rio de Janeiro, onde permanecerá à disposição da Justiça para responder pelo processo criminal.

O investigado responde pelo crime de feminicídio. Caso seja condenado, a pena poderá chegar a até 30 anos de prisão, conforme prevê a legislação vigente. O processo seguirá tramitando no Poder Judiciário, respeitando o devido processo legal e o direito à ampla defesa.

 
 
 
 
 
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