Cidades Armação dos Búzios
Justiça afasta secretária de Meio Ambiente de Búzios após denúncias do MPRJ por suposta obstrução de investigações
Decisão atende pedido do Ministério Público do Rio de Janeiro, que aponta omissão no fornecimento de documentos em investigações sobre possíveis danos ambientais no município.
31/07/2026 12h50 Atualizada há 1 semana
Por: Redação
Justiça determinou o afastamento cautelar da secretária de Meio Ambiente de Armação dos Búzios após pedido do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro durante investigações sobre possíveis irregularidades ambientais. Foto: Reprodução

A Justiça determinou o afastamento cautelar da secretária municipal de Meio Ambiente de Armação dos Búzios, Roseli de Almeida Pereira, atendendo a pedido do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ). A decisão foi proferida nesta quinta-feira (30) e tem como objetivo garantir o andamento das investigações e impedir novas dificuldades no acesso a documentos considerados essenciais para a apuração dos fatos.

De acordo com o MPRJ, a medida foi solicitada no âmbito de duas denúncias criminais apresentadas pela 1ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva do Núcleo Cabo Frio. O órgão sustenta que a secretária teria cometido nove episódios de condutas previstas no artigo 10 da Lei nº 7.347/1985, que trata da recusa, atraso ou omissão no fornecimento de informações técnicas requisitadas pelo Ministério Público para instrução de ações civis públicas.

Investigação sobre área de preservação

Uma das denúncias está relacionada a intervenções realizadas na Ponta do Pai Vitório, área de relevante interesse ambiental em Armação dos Búzios.

Segundo o Ministério Público, foram requisitados processos administrativos, licenças ambientais, autorizações e estudos técnicos referentes às intervenções. No entanto, conforme narrado na denúncia, a documentação somente foi apresentada após o ajuizamento de uma medida cautelar de busca e apreensão.

Obra com material de antiga área de lixão

A segunda investigação apura a utilização de saibro extraído irregularmente do antigo Lixão da Baía Formosa em obras executadas no Campo de José Gonçalves.

O procedimento busca verificar possíveis impactos ambientais e riscos à saúde pública, especialmente porque o local é utilizado por crianças para atividades esportivas e de lazer.

Ainda segundo o MPRJ, um laudo produzido durante investigação conduzida pela Polícia Federal confirmou a extração irregular do material e sua utilização na obra.

O Ministério Público afirma que, também nesse procedimento, houve demora na entrega das informações solicitadas, além do envio de respostas consideradas incompletas e insuficientes para o esclarecimento dos fatos.

Objetivo da medida cautelar

Na decisão, o afastamento cautelar foi requerido para preservar a produção de provas, assegurar o acesso integral à documentação e evitar eventuais interferências no curso das investigações.

Até a publicação desta reportagem, não havia manifestação pública da secretária Roseli de Almeida Pereira ou da Prefeitura de Armação dos Búzios sobre a decisão judicial. O espaço permanece aberto para eventual posicionamento das partes.

 
 
 
 
 
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