
Rio das Ostras – Uma ação da Polícia Civil resultou na prisão em flagrante de um homem suspeito de atuar como “olheiro” do tráfico de drogas no bairro Âncora, em Rio das Ostras. A prisão foi realizada por agentes da 128ª Delegacia de Polícia, após informações de inteligência apontarem a atuação de pessoas encarregadas de monitorar a movimentação das forças de segurança na região.
De acordo com a investigação, o suspeito, identificado pelas iniciais K.A.P., teria chamado a atenção dos policiais ao fotografar uma viatura que circulava pelo bairro. Ainda segundo a Polícia Civil, as imagens seriam posteriormente encaminhadas para grupos de WhatsApp utilizados por moradores e integrantes ligados à comunidade, com informações sobre a presença policial.
A atuação atribuída aos chamados “olheiros” consiste, segundo os investigadores, em acompanhar a movimentação de viaturas e transmitir informações a outros integrantes de grupos criminosos. Esse tipo de monitoramento pode, conforme a polícia, permitir a antecipação de ações policiais e dificultar operações de combate ao tráfico.
As diligências foram realizadas após o setor de inteligência identificar indícios de que pessoas estariam monitorando os acessos à comunidade e repassando informações sobre a movimentação das equipes de segurança.
Durante a ação, os agentes teriam flagrado K.A.P. no momento em que registrava imagens de uma viatura policial. A Polícia Civil sustenta que o material seria compartilhado por meio de aplicativos de mensagens utilizados na comunidade.
O suspeito foi encaminhado à 128ª DP, onde a ocorrência foi formalizada e foram adotadas as medidas previstas para a prisão em flagrante.
Segundo a Polícia Civil, o caso foi registrado com fundamento no artigo 37 da Lei Federal nº 11.343/2006, dispositivo que trata da colaboração como informante com grupo, organização ou associação voltada à prática de crimes relacionados ao tráfico de drogas.
Após os procedimentos na delegacia, o suspeito deverá passar por exame de integridade física e ser encaminhado para audiência de custódia, quando a Justiça analisará a legalidade da prisão e as demais medidas cabíveis.
A investigação faz parte do trabalho desenvolvido pela Polícia Civil para identificar diferentes níveis de participação em estruturas criminosas, incluindo pessoas que, segundo os investigadores, desempenham funções de apoio e monitoramento para grupos envolvidos com o tráfico.
O caso permanece sob análise da Justiça, que deverá avaliar os elementos apresentados pela autoridade policial e a situação processual do investigado.
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