CASIMIRO DE ABREU — O reajuste do pedágio na BR-101 voltou a provocar questionamentos em Casimiro de Abreu. A partir de 9 de setembro, a tarifa para carros, caminhonetes e furgões passará a custar R$ 10,80 por passagem, valor que também será aplicado na praça de pedágio localizada no município.
O novo preço entrou no centro do debate entre vereadores, que demonstram preocupação com o impacto da cobrança no orçamento de moradores que utilizam a rodovia com frequência para trabalhar, estudar, buscar atendimento médico, realizar compras ou acessar serviços em outras cidades.
A discussão vai além do valor cobrado. Os parlamentares também questionam a relação entre a tarifa paga pelos usuários e os serviços oferecidos ao longo do trecho administrado pela concessionária, especialmente em áreas como manutenção, conservação, segurança e investimentos na rodovia.
Para quem utiliza a BR-101 diariamente, o impacto pode ser significativo. Considerando uma passagem na ida e outra na volta, o gasto chega a R$ 21,60 por dia somente com pedágio.
Em uma rotina de cinco dias por semana, são R$ 108 semanais. Em aproximadamente 22 dias úteis, a despesa pode chegar a R$ 475,20 por mês, sem incluir combustível, manutenção do veículo, estacionamento e demais custos relacionados ao deslocamento.
Para trabalhadores que precisam cruzar a rodovia diariamente, a cobrança representa uma despesa recorrente que pode comprometer parte considerável da renda mensal.
A BR-101 exerce papel estratégico na ligação de Casimiro de Abreu com outros municípios da região. A rodovia é utilizada diariamente por trabalhadores, estudantes, pacientes, comerciantes e famílias que dependem do deslocamento para ter acesso a emprego, educação, saúde e serviços.
É justamente essa dependência que amplia a preocupação dos vereadores. Para muitos moradores, deixar de utilizar a rodovia não é uma alternativa viável, já que o deslocamento pela BR-101 integra a rotina e, em diversos casos, é indispensável.
O reajuste ocorre em meio a mudanças e investimentos previstos para o contrato de concessão da BR-101. Entre as intervenções anunciadas estão obras de duplicação, implantação de multivias e faixas adicionais em trechos sob responsabilidade da concessionária Arteris Fluminense.
Também está prevista a implantação do sistema de cobrança automática conhecido como Free Flow, que permite a passagem dos veículos sem a necessidade de parada em praças físicas.
Enquanto o novo modelo não é implantado de forma definitiva, as praças de pedágio existentes continuam em funcionamento.
O debate em Casimiro de Abreu agora envolve não apenas o valor da nova tarifa, mas também a necessidade de garantir que os investimentos previstos e a qualidade dos serviços prestados acompanhem a cobrança feita diariamente aos usuários da BR-101