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Policial civil é morta por asfixia em Iguaba Grande; investigação aponta participação da ex-companheira e dos sogros

Investigação da Polícia Civil aponta que Daniela Cunha Moreira foi assassinada por asfixia. Ex-companheira é apontada como autora do feminicídio, com participação do pai no crime e da mãe na ocultação do cadáver. Caso mobilizou forças policiais após a agente não comparecer ao plantão na 124ª DP de Saquarema.

25/07/2026 às 14h29
Por: Redação
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Policial civil Daniela Cunha Moreira foi encontrada morta dentro do próprio veículo em Iguaba Grande. A investigação aponta feminicídio, tendo como principal suspeita a ex-companheira da vítima, com participação de familiares na execução e na ocultação do
Policial civil Daniela Cunha Moreira foi encontrada morta dentro do próprio veículo em Iguaba Grande. A investigação aponta feminicídio, tendo como principal suspeita a ex-companheira da vítima, com participação de familiares na execução e na ocultação do

A Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro avançou nas investigações sobre a morte da policial civil Daniela Cunha Moreira, de 43 anos, encontrada sem vida dentro do próprio veículo na última sexta-feira (24), em uma residência localizada no bairro Cidade Nova, em Iguaba Grande, na Região dos Lagos.

De acordo com a investigação, Daniela foi vítima de asfixia, e o crime é tratado como feminicídio. A principal suspeita é a ex-companheira da agente, Catiana Clarisse de Oliveira e Souza Moreira, de 38 anos, apontada como autora do homicídio. Segundo a Polícia Civil, o pai da suspeita, Adilson de Oliveira e Souza, teria participado diretamente da ação criminosa, enquanto Ana Teresa Rodrigues dos Santos, mãe de Catiana, foi indiciada por ocultação de cadáver.

Lotada na 124ª Delegacia de Polícia (124ª DP) de Saquarema, Daniela deveria iniciar seu plantão na manhã de sexta-feira, mas sua ausência despertou preocupação entre colegas de trabalho, que iniciaram buscas para localizar a policial.

As equipes tentaram contato por telefone e verificaram que a última atividade da agente em um aplicativo de mensagens ocorreu por volta das 2h30 da madrugada. Na sequência, policiais também tentaram contato com a companheira da vítima, sem sucesso.

Diante da falta de respostas, agentes seguiram até a residência onde Daniela morava com Catiana, em Saquarema, mas o imóvel estava vazio.

Câmeras de segurança levaram os investigadores até Iguaba Grande

Durante as diligências, imagens de câmeras de monitoramento permitiram reconstruir parte do trajeto percorrido pelo veículo da policial.

Os investigadores identificaram que um segundo automóvel acompanhava o carro de Daniela durante a madrugada e a manhã de sexta-feira, no deslocamento entre Saquarema e Iguaba Grande.

Com a identificação da placa desse veículo, a Polícia Civil chegou a uma residência localizada na Travessa São João, no bairro Cidade Nova.

No imóvel, os agentes encontraram um homem e uma mulher. Nos fundos da casa havia um automóvel coberto por uma lona.

Inicialmente, Adilson de Oliveira e Souza informou que o veículo pertencia ao filho. No entanto, após a conferência da placa, os policiais confirmaram que se tratava do carro utilizado por Daniela.

A perícia foi acionada imediatamente e encontrou a policial já sem vida dentro do automóvel.

Investigação aponta dinâmica do crime

Segundo a Polícia Civil, Catiana Clarisse teria matado Daniela por asfixia, enquanto o pai, Adilson, teria auxiliado segurando a vítima durante a ação.

Ainda conforme os investigadores, o relacionamento entre Daniela e Catiana enfrentava uma crise. A policial já havia alugado outro imóvel e pretendia deixar a residência onde vivia com a companheira.

Durante os depoimentos, Adilson confessou participação no crime e relatou ter recebido uma ligação da filha pedindo ajuda após o homicídio.

A investigação aponta que, em seguida, pai e filha colocaram o corpo de Daniela dentro do próprio veículo da policial e seguiram para Iguaba Grande com o objetivo de ocultar o cadáver.

Imagens analisadas pela Polícia Civil mostram que, após deixar o automóvel escondido na residência, Adilson teria levado a filha ao trabalho por volta das 11 horas e retornado posteriormente ao imóvel.

Ana Teresa Rodrigues dos Santos, mãe de Catiana, também foi presa. Segundo a corporação, ela teria contribuído para a ocultação do corpo e foi formalmente indiciada por esse crime.

Investigação continua

O caso segue sendo investigado pela 124ª Delegacia de Polícia de Saquarema, com apoio da Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí (DHNSG).

Os investigadores continuam reunindo provas periciais, analisando imagens de monitoramento e ouvindo testemunhas para esclarecer completamente a dinâmica dos fatos e definir a responsabilidade individual de cada investigado.

A Polícia Civil prossegue com as diligências para concluir o inquérito.

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