
Rio das Ostras — Um homem identificado pelas iniciais R.C.L. foi preso em flagrante pela Polícia Civil, na tarde desta segunda-feira (21), em Rio das Ostras, durante uma investigação envolvendo uma suposta fraude na contratação de financiamentos de veículos.
A ação foi realizada por agentes da 128ª Delegacia de Polícia (Rio das Ostras), por meio do Grupo de Investigação Complementar (GIC), após uma mulher de 70 anos procurar a unidade policial para relatar que teria descoberto a aprovação de um financiamento de veículo realizado, segundo seu relato, sem seu conhecimento ou autorização.
De acordo com as informações divulgadas pela Polícia Civil, os dados pessoais da mulher teriam sido utilizados na operação, incluindo um procedimento de reconhecimento facial.
Após receber a denúncia, os policiais realizaram diligências e localizaram o suspeito em uma agência de veículos situada no bairro Verdes Mares.
Ele foi conduzido à 128ª DP para prestar esclarecimentos. Segundo a Polícia Civil, o homem optou por permanecer em silêncio durante o depoimento.
Ainda conforme a corporação, uma segunda pessoa compareceu à delegacia e relatou uma situação semelhante, envolvendo a suposta contratação de um financiamento de veículo sem autorização.
A Polícia Civil informou que o suspeito possui mais de 11 registros de ocorrência nos quais aparece como autor em fatos relacionados a estelionato. Os casos estão sendo apurados pela 128ª DP e não representam, por si só, condenações criminais.
As investigações continuam para verificar se outras pessoas podem ter sido vítimas de situações semelhantes e esclarecer como os financiamentos teriam sido contratados.
O homem foi autuado em flagrante pelo artigo 171 do Código Penal, que trata do crime de estelionato, e permanece à disposição da Justiça.
A Polícia Civil busca reunir novos elementos de prova para esclarecer a dinâmica dos fatos e verificar a eventual participação de outras pessoas nas supostas fraudes.
Até o momento, os fatos relatados são objeto de investigação. A condição de investigado ou preso em flagrante não representa condenação, cabendo à Justiça analisar as responsabilidades criminais após o devido processo legal.
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