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MPRJ cumpre mandados contra deputado estadual e ex-vereador investigados por suposta ligação com facção criminosa

Operação autorizada pelo Tribunal de Justiça do Rio mira deputado Val Ceasa, ex-vereador Ulisses Marins e ex-assessor parlamentar suspeitos de favorecer interesses do TCP

18/06/2026 às 11h14 Atualizada em 18/06/2026 às 11h26
Por: Redação
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Operação do MPRJ cumpre mandados de busca e apreensão contra agentes públicos investigados por suposta relação com integrantes do Terceiro Comando Puro (TCP).
Operação do MPRJ cumpre mandados de busca e apreensão contra agentes públicos investigados por suposta relação com integrantes do Terceiro Comando Puro (TCP).

RIO DE JANEIRO – O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) deflagrou, na manhã desta quinta-feira (18), uma operação para cumprir 14 mandados de busca e apreensão contra agentes públicos investigados por suposto envolvimento com integrantes da facção criminosa Terceiro Comando Puro (TCP).

Entre os alvos das medidas judiciais estão o deputado estadual Val Ceasa, o ex-vereador do Rio de Janeiro Ulisses de Almeida Marins e o ex-assessor parlamentar Michael Johnny Vianna de Azevedo.

A operação foi determinada pelo procurador-geral de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, Antonio José Campos Moreira, e é executada por agentes da Coordenadoria de Segurança e Inteligência do Ministério Público (CSI/MPRJ) em conjunto com a Coordenadoria de Investigação de Agentes com Foro da Polícia Civil.

Segundo o MPRJ, as investigações foram instauradas no âmbito da Procuradoria-Geral de Justiça após surgirem indícios de que os investigados teriam procurado integrantes da Polícia Militar para obter informações sobre uma operação sigilosa que tinha como objetivo demolir imóveis utilizados pelo TCP na região de Parada de Lucas, conhecida como Complexo de Israel, na Zona Norte da capital fluminense.

De acordo com as apurações, os investigados teriam alegado que os imóveis seriam destinados à prestação de serviços sociais, informação que, segundo o Ministério Público, não foi confirmada pelas investigações. A ação policial acabou sendo posteriormente adiada.

Os mandados foram expedidos pelo Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ), autorizando diligências na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), na Ceasa e em outros endereços localizados na capital fluminense e também no Espírito Santo.

Até a última atualização desta reportagem, as diligências permaneciam em andamento e não havia informação sobre prisões. O Ministério Público ressaltou que as investigações seguem sob sigilo e têm o objetivo de aprofundar a apuração dos fatos.

A defesa dos investigados ainda não havia se manifestado sobre as acusações até a publicação desta matéria.

Fonte: Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ).

 
 
 
 
 
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